domingo, 6 de outubro de 2013



SOLIDÃO
(Em homenagem a Helena)

Estou só.
E a solidão esmagando feito mó o meu peito.
Expostas as feridas.
Estou só.

Calo e confundo-me aos móveis tristes.
A tristeza de não poder dividir um momento.

A solidão esmerilhando a alma.
Numa confusão de dor e medo.
De feridas sanguinolentas.
Purulentas.

De treva e abismo.
Onde a alma tenta se agarrar a qualquer coisa.

Para não afundar no nunca mais.

sonia delsin 

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