SOLIDÃO
(Em homenagem a Helena)
Estou só.
E a solidão esmagando feito mó o meu
peito.
Expostas as feridas.
Estou só.
Calo e confundo-me aos móveis tristes.
A tristeza de não poder dividir um
momento.
A solidão esmerilhando a alma.
Numa confusão de dor e medo.
De feridas sanguinolentas.
Purulentas.
De treva e abismo.
Onde a alma tenta se agarrar a qualquer
coisa.
Para não afundar no nunca mais.
sonia delsin


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