segunda-feira, 7 de outubro de 2013



LAURICI

Já vi tantos queridos serem enterrados.
Já sofri a dor de perder seres tão amados!
...
O branco caixão não era mais branco que a tez daquela menina.
Por que um anjo tem que partir assim?
Na flor dos anos...
Na adolescência.

...
Eu me perguntava naquele dia: Para onde vão estes lindos olhos, estas pedras preciosas?
As sobrancelhas tão bem feitas, os longos cílios.
Sentia uma tristeza. Pensava: estes olhos nunca mais vão se abrir.
Esta bela menina, para mim, nunca mais vai sorrir...
Sua doce voz eu nunca mais poderia ouvir.
Ela precisou partir.

...
Olhava-a no caixão e ficava pensando nos cabelos dourados que foram raspados.
Eu os via aos ventos jogados...
Eu via na recordação, ali diante do caixão.

...
Ela partira e deixara no corpo físico uma tão serena, tão angelical!
Laurici, naquele tempo eu não entendia a morte.
Não entendia que era apenas uma passagem.

Não entendia a viagem...

sonia delsin 

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