sexta-feira, 16 de maio de 2014



MORTOS NÃO FALAM?



Na imobilidade eles se calam?
Ou eles falam?
Quando ouço o vento parece que ele me traz uma voz que se perdeu no nunca mais.
Parece que alguém fala baixinho comigo.
Me mostra o perigo.
Na morte eu não acredito.
Acredito em infinito.
Alguém conversa comigo nos meus sonhos.
Alguém chega e se senta ao meu lado.
É alguém que está do outro lado.
Mas o que é o outro lado?
Tem quem pense que a morte tudo encerra.
Que tudo se acaba embaixo da terra.
Nada posso afirmar.
Mas sempre me parece que alguém vai comigo estar.
Seja para me orientar.
Para me guiar.
Ou até para me censurar.
Paizinho. Eu sei que tu partiste.
Me deixaste aqui tão triste.
O tempo passou... quem tanto chorou parece ter aprendido.
Que tu nunca me deixaste.
Que teu amor nunca há de acabar...
Será que um dia vamos nos reencontrar?
Eu acredito que sim. Acredito piamente que vamos nos encontrar novamente.

 sonia delsin 



TE FALTA A CORAGEM



Minha boca hoje ficou seca.
Ficou ansiando por teu beijo.
Senti um desejo.
Um desejo enorme.
Como antes, como sempre.
És o homem que eu mais quis na vida.
Sonhei ser por ti tão querida.
Sonhei.
Se fiquei desiludida?
Não.
Sei que me queres como te quero.
Apenas não tens coragem de voar.
Acreditas que tens frágeis asas e temes que possa despencar.
Quem sou eu para julgar?
Quem sou eu para argumentar?
Mas sei que o desejo existe.
Hoje sem querer te traíste.
Me disseste: vem.
Como nunca antes disseste.
E isto significa o que?
Que alguma coisa vai mudar?
Não vou mais sonhar.
Ó, não!
Mas a gente não muda o que está lá no fundo do coração.
Não quero mais ilusão.
Só que por ti ainda balanço.
De te amar nunca me canso.
Que pena que te falta coragem!
Pra empreender uma longa viagem...
Para o paraíso.


sonia delsin 



FALANDO COM DEUS


Eu não sei rezar direito.
Não sei ficar falando oração decorada.
E se começo fico amolada.
Deus, eu sei falar é com o coração.
Falo quando escuto uma bela canção.
Quando olho o chão.
A imensidão.
Eu gosto de tudo que me rodeia.
Sinto uma ternura por tudo que existe.
Será que é o bastante?
Será que é preciso mais?
Sei que sou tua filha.
Filha do teu Universo.
Sinto que transito entre os ontens e os amanhãs.
Talvez este meu sexto sentido tenha sempre me guiado.
Viajo entre o futuro e passado.
E vivo o hoje com o gosto que ele tem.
De presente. De magia. De pura alegria.
De viver.

sonia delsin 



PORQUE VOCÊ EXISTE



Não devo ficar nunca triste.
O mundo é muito mais bonito porque você existe.
Um dia eu lhe encontrei.
Se lhe busquei?
Por todos os caminhos à sua procura eu andei...
Queria encontrar alguém com quem eu pudesse abrir meu peito.
Alguém que não se incomodasse com meus defeitos.
Não queria alguém que me bajulasse.
Que me controlasse.
Que no direito de ser meu dono se achasse.
Não.
Eu queria alguém que simplesmente me amasse.
Como eu sou.
Exatamente como sou.
Eu queria isso.
Simplicidade, cumplicidade, amizade... e ternura.
Pra você eu me entreguei da forma mais pura.
Eu me desnudei.
Sem medos, sem receios tolos.
Tive ao seu lado os melhores momentos de meu viver.
Porque fui o tempo todo eu mesma.
E nem uma vez sequer você desejou que eu fosse outra mulher.


sonia delsin 



A NOSSA VIDA



Ontem eu estive diante de um quadro que me fez repensar.
Todo meu viver.
Um quadro triste.
Doloroso mesmo.
Estive diante de uma morta.
Pensei.
O que é morrer?
Fechar uma porta?
Abrir outra porta?
A nossa vida é como uma bolha de sabão?
Levanta. Ganha altura.
Um dia espatifa no ar.
Ou no chão.
Nossa vida é pura ilusão?
O rosto lívido ali fazia meu coração doer.
Fiquei lembrando.
Ela tinha olhos tão lindos.
Tão azuis.
Olhos que nunca mais vou rever.
Ela tinha um jeito próprio de falar.
Nunca mais vou escutar.
Se bem que tanta coisa no coração vou guardar.
Era apenas uma pessoa que fez parte da minha vida.
Uma vizinha querida.

sonia delsin 



PRECE



Senhor
Deus de amor
Eu trazia no meu peito
Um coração tão tristonho
Pensava que não tinha mais jeito
Senhor
Deus da paz
Eu pensava que não aguentaria mais
Eu pensava
Mas como eu me enganava
Era tanto que o mundo me entregava
E eu não enxergava
Uma gota significava tanto e eu vivia em pranto
Senhor, hoje tenho paciência
Eu ganhei experiência?
Não sei
Acho que ganhei
Acho que aos poucos eu lhe encontrei
E me encontrei

sonia delsin 


Meu amor...

Um dia eu abri uma porta.
Uma porta para um mundo novo.
Neste mundo esperava-me um príncipe.
As estórias de princesas sempre têm um fundo de verdade.

Meu amor!
Acredita que existe o real? E que ele importa mais que o irreal?
Você crê piamente que sim?
Então você não merece caminhar sobre as nuvens.
Não merece voar nas asas do condor.

Quando caminhamos numa
estrada de pedras pontiagudas podemos usar um
recurso para aliviar a dor.

Eu descobri isto sozinha e era uma menina.
Descobri que existiam portas e que elas davam para um mundo encantador.
Estas portas não vivem trancadas.
Vivem encostadas, meu amor!

Basta um vento.
Um fio de vontade.
É verdade.

Este mundo que conheço
não tem preço.

Sou sonhadora?
Voo nas asas do vento?
Vivo para o pensamento?

Eu sou poeta, meu amor!
E creio no mundo que encontro.
Nele o espaço é imenso.
Eu penso.

Eu já estou lá agora. Sou feliz.
A tristeza dura um momento.
No seguinte já estou sorrindo.
Já estou confiando na alegria.
Tudo já virou poesia.


sonia delsin 



DESPEDIDA...


Estou indo...
Levo meu paletó comigo. Aquele de botão dourado.
Antigamente você me dizia que eu ficava bem com ele. Lembra?
Pode ser que lá eu sinta frio e como vou me aquecer?
Não terei seus braços para me afundar...
Levo também umas folhas em branco e uma caneta.
Claro que vou sentir desejos de escrever poemas!
Tristes lamentos...
Vou levar aquela pétala de rosa que guardei a vida inteira.
Pouca coisa vou levar...
Levo seu sorriso que se eternizou em meu coração...
E um olhar que não devia guardar.
Mas guardo.
Também penso em levar umas frases que ouvi.
Umas que me fizeram rir.
E que deram vontade de abraçar o mundo.
E levo outras.
Dolorosas frases que me feriram mais que punhaladas.
Levo os passos que fizeram ruídos nas calçadas.
Os beijos...
Os sussurros...
E deixo algumas coisas também...
Deixo velhas cartas que não servem mais pra nada.
Deixo pra você de lembrança o meu perfume doce.
O meu jeito que o encantou por um longo tempo.
E as palavras que não falei...
mas que estiveram em minha garganta enroscadas.


sonia delsin 



UMA CONVERSA COM UM AMIGO



Jesus, eu não sei rezar.
Não sei rezar com palavras decoradas.
Em horas estipuladas.
Eu rezo nas horas mais inesperadas.
Só sei entregar meu coração numa oração.
Eu quando penso em Maria já imagino seu manto enxugando meu pranto.
Já a imagino me acariciando com sua mão e aliviando meu coração.
Jesus, em certos momentos contigo eu entro em sintonia.
Sinto no peito grande alegria.
É assim que sou e tu sabes disso.
Não acredito em inferno, em paraíso...
Acredito no amor, acredito num mundo mais bonito.
Meu amigo querido.
Eu te vejo como um ser iluminado.
Um homem encantado.
Mas não consigo crer em tanta coisa que se prega.
Me decepciono com tanta gente que se nega.
Mas tento compreendê-los e entender este mundo.
Tento sempre buscar o profundo.
Sabes talvez mais de mim do que eu.
Imagino que sabes tudo que quero e espero.
Então, meu querido amigo, não costumo pedir. Costumo esperar...
Se for pro bem e de todos, que venha.
Aceito o que tiver pra mim reservado.
Tudo que posso, eu tenho dado.
Gosto de ir vivendo. Aprendendo.
Oferecendo.
E acima de tudo sorrindo, porque acho o sorriso lindo.
Acho que quando eu sorrio portas estou abrindo.
Jesus. Estou conversando contigo.
Sabes que gosto de rezar assim.
Porque desta forma te sinto pertinho de mim.

sonia delsin 



CAVALHEIRO DA ALVORADA



A última estrela o firmamento deixava e ela o chamava.
Vinha montada no vento.
Ele tivera uma noite insone.
Estava de mãos vazias.
A noite lhe esvaziara por completo.
Ou não?
A rosa que o chamara o extasiava.
Não era uma rosa?
Era uma margarida?
Uma mulher dolorida?
Mas ela trazia sonhos com ela.
Trazia mais que sonhos.
Trazia a fantasia que jamais perderia.
A vida de tão nobre cavalheiro ela conseguiria mudar?
O que esta flor-mulher poderia lhe significar?
Só o tempo diria.
O tempo tem o dom de ir transformando tudo.
Cavalheiro. Muita coisa mudou. Mas ela não perdeu a doçura.
Nem a alma pura.
Depois de tudo que passou ela melhorou.
A suavidade dos primeiros anos recuperou.
A alma leve de menina mais alegre ficou.
Cavalheiro, tantos anos se passaram desde que ela o chamou...
Tantos...
Sua vida se transformou?

sonia delsin 



FIM DE UMA HISTÓRIA



Eu me vi sem chão.
Despedaçaste meu coração.
Enterraste um punhal no meu músculo cansado.
Deixaste meu mundo tão mudado.
Eu que vivia rindo me pus a chorar.
Nada conseguia mais me alegrar.
Vi todos meus sonhos caídos.
Era o fim da linha?
Estava condenada a morrer de dor?
Morre-se de amor?
Que nada! A gente supera. Dá a volta por cima.
A gente ganha sonhos novos.
Anjos nos chegam e apontam outra estrada.
Depois de tanto tempo posso dizer que estou renovada.
Que minha vida deu uma guinada.
Mas um fato me levou a escrever estes dias estes textos.
Um fato importante.
Um que marca o ponto final de uma história.
Deixo apenas registrado aqui algumas passagens de meu viver.
Diante de um juiz eu disse não. Há tantos anos eu havia dito sim...
A vida é assim...
Tudo termina.
Fim.

sonia delsin 


SEUS OLHOS
(Welber)

Filho, quanto chorei por seus olhos!
Quanto pedi ao Pai Amado para que sua visão melhorasse a cada dia.
Tão logo você nasceu eu soube que  alguma coisa errada existia.

Nos primeiros meses as pessoas diziam que era cisma minha.
Mas não era e os exames médicos confirmaram o que eu já previra.
O que meu coração de mãe já sentira.

Cada sofrimento seu meu filho foi meu também.
Por que eu daria os meus olhos, a minha vida por você sem hesitar.
Sem pensar duas vezes, sem pestanejar.

Cada tombo seu eu também fui ao chão.
Mas cada vitória eu me elevei juntamente.
Você é um herói filho, você é o orgulho da gente.


sonia delsin 


SILENCIOSA

Eu que já fui tão prosa.
Ando tão silenciosa.
Ando refletindo.
Ando sentindo.
O viver com mais intensidade.
Ando pela cidade.
A olhar.
As vidraças estão límpidas.
Não as dos prédios.
As da minha alma.
Ando vendo tudo que não via.
Ando silenciosa a pensar.
Eu que andava cantarolando.
Ando silenciando.
E no silêncio tenho notado faces neutras no meu caminho a passar.
Tanta gente em nosso coração consegue entrar.
Pena que tantos acabamos por retirar.
Por que as pessoas vivem a nos decepcionar?
Estamos tão longe da perfeição.
Deus consegue com a humanidade tão desigual lidar.
E no seu imenso coração a todos consegue guardar.
É muito árdua a tarefa de perdoar.
Mas precisamos neste caminho andar.

Só assim a paz pode nos chegar.

sonia delsin 


AMIGO PARA SEMPRE

Se um dia alguém chegou bem pertinho do meu coração este alguém foi você.
Não chegou de mansinho.
Chegou fazendo em minha vida um estardalhaço.
Meu ser virou de pernas pro ar no espaço.
Eu vivia comandada como uma marionete sem direção.
Minha vida era apenas e tão somente desilusão.
Sentia-me perdida, angustiada.
Fiquei boquiaberta com suas palavras.
Fiquei ardendo em febre por você.
Porque minha alma que vivia calma ferveu.
De repente, do nada, eu descobri meu verdadeiro eu.
Aquele que andava a sua procura pelos séculos.
Aquele que sempre soube que você voltaria um dia...
Amigo, deito a cabeça no seu ombro nas minhas lembranças.
Apoio a mão no seu peito.
Sinto as batidas de um coração que é a resposta para o meu próprio coração.
Somos amigos.
Eternamente.
Ainda que estejamos distantes, ainda que a vida nos diga.
Não é desta vez a união.
Viemos, andamos em outras estradas.
Aconteceu de nos cruzarmos.
De nos afastarmos.
E eu penso... “somos amigos”
Porque os corações que se amam não conhecem a distância.
Nunca se afastam de verdade. Isto é coisa da eternidade.


sonia delsin


NO BOSQUE

Ali, à sombra, eu me sento.
Coloco o chapéu e a garrafa d’água do lado.
Fecho os olhos.
Fecho.
Viajo.
Sob as árvores estou e voo.
Sou igual um pássaro.
Busco o espaço.
Das coisas físicas me desembaraço.
Eu sobrevoo o bosque fresco.
Vejo um afresco.
Uma pergunta.
Que pensas, ave colorida?
Que pensas da vida?
Não penso.
Agora não estou pensando.
Só estou sentindo.
Só estou voando.
O som de umas botas pisando em folhas secas não me desperta.
Nada me alerta.
E o “caçador” se aproxima.
A pergunta eu ouço assustada.
Que fazes, bela mulher?
Abro os olhos lentamente e o vejo de pé, bem à minha frente.
Os olhos dele estão pregados no meu rosto.
Respondo calmamente.
Descanso.
Aqui?
É proibido?
Não. É perigoso.
Pego o chapéu e deixo a garrafa d’água... “esquentou”.
Digo.
Então adeus. Eu vou...

Afasto-me.

sonia delsin 


PAZ NO CORAÇÃO

Talvez um dia nestes caminhos da eternidade nos reencontremos.
Talvez nossas mãos se encontrem e possamos conversar.
Queria tantas coisas te dizer.
Queria falar do perdão.
Da capacidade que encontramos de perdoar.
Não queria mais falar de amor.
De sonhos.
De esperança.
Mas falar da graça de sentir paz no coração.
Queria te dizer que foi tão longo o caminho que percorri.
Hoje em dia eu compreendo que não te perdi.
Perde-se o que se tem e não o tive.
A gente convive.
Anos e anos de convivência.
E um dia nos damos conta.
Que cada um era único. Cada um tinha um ideal na vida.
Dizias.
És uma sonhadora.
Eu dizia.
És tão pé no chão. Não experimentas nenhuma ilusão.
Talvez um dia eu possa te dizer estas coisas todas...
Talvez.
Eu gostaria de poder lhe falar.
Como uma amiga simplesmente poder dialogar.
Creio que fui alguém que em sua vida muito representou.
Entre nós tudo se acabou.
Mas faltou esta conversa que não tivemos.
Que talvez tenhamos.
Não sei.
Se depender de mim ela acontecerá.
No tempo que estiveres preparado para ela.
Eu estou.


sonia delsin 



MÃOS  DIVINAS

Infelizmente as pessoas ignoram quanto poder existe em suas próprias mãos.
Mãos que trabalham podem ser mãos que curam.
Sempre senti que de minhas mãos podia sair uma energia capaz de modificar as coisas.
Para o bem. Sempre senti que minhas mãos eram capazes de praticar o bem.
Elas são incansáveis, magras, delicadas.
São capazes de fazer lindos trabalhos de crochê e tricô.
Trabalham tanto em trabalhos delicados, como bordados.
Como sabem trabalhar no pesado.
Faxinam, limpam, esfregam.
E escrevem, digitam estas linhas.
Acariciam, sabem sentir a vibração de outros seres.
Envelhecem comigo, mas tem uma energia da menina que ficou morando em minha alma.

São uns pedaços fabulosos de mim, as minhas mãos.

sonia delsin 


HOMEM DE BRANCO
(para o meu amigo poeta e médico pediatra Roberto Passos do Amaral)

Quero lhe dizer meu amigo que o admiro demais, porque aos poucos fui descobrindo sua alma. E ela é linda!
Gosto de sua sensibilidade aguçada e de seus lindos poemas que tanto me emocionam.
Um dia me perguntei a razão de encontrarmos pela vida pessoas que se identificam tanto conosco. Pessoas com as quais temos tantas afinidades.
As respostas podem estar nos mistérios indecifráveis do tempo (aquele que existiu, que existe, que existirá), do incomensurável Universo que guarda segredos. Outras vidas, outros tempos... mistérios que nossa mente não alcança.
A impressão que temos tantas vezes é que já conhecemos uma pessoa de um outro tempo. Não posso crer que tudo aconteça por acaso, mas não vou me aprofundar muito nisso porque existem coisas que não tem explicações. Nós a sentimos e pronto.
Meu amigo, você entrou em meu coração lentamente com seu jeito carinhoso, com sua maneira de ser, com suas palavras sempre tão apropriadas para o que eu estava precisando ouvir.
Eu o admiro, respeito demais e lhe quero muito bem.
Sinto grande alegria em tê-lo encontrado em meu caminho, porque nesse tempo que nos conhecemos você me ajudou tanto. Talvez nem imagine como foi importante para mim o fato de tê-lo conhecido.
Suas palavras foram penetrando em meu ser e elas conseguiram fazer com que eu me entendesse mais. Elas foram extinguindo dúvidas que eu carregava pela vida afora.
Talvez você tenha me compreendido mais do que eu mesma me compreendo, e conseguiu dessa forma elucidar-me, ou até através de nossos diálogos eu tenha captando coisas que aclararam minha mente.
O fato é, meu querido amigo, que você conseguiu fazer com que eu encontrasse o meu verdadeiro Eu, aquele que eu não conhecia de todo ou que temia assumir.
Você fez com que eu acreditasse mais em mim mesma, fez-me sentir importante. Eu que andava com a autoestima tão por baixo!
O que posso dizer mais de uma pessoa tão especial como você? Que desejo nunca mais me perder de você? Que vou guardá-lo no coração para o resto da vida? Que a amizade é um sentimento que nasce devagarinho, que se instala de mansinho; e tal qual uma semente germina quando o solo é fértil tornando-se uma bela árvore?
Quanto bem você faz às pessoas!
Em seu trabalho tão nobre você se doa tanto.
Quantas famílias são reconhecidas a você por tudo que já realizou nesses anos todos em seu maravilhoso trabalho!
A quantos lares você trouxe a alegria de novo por ter conseguido aliviar uma dor! Por ter devolvido o sorriso ao rosto de uma criança, de uma mãe aflita.
E também a quantas pessoas você já emocionou com seus lindos poemas de amor!
Quero que continue sendo sempre este homem maravilhoso, este que eu aprendi a conhecer um pouco mais a cada dia. Quero dizer também que desejo que possamos fortificar cada vez mais nossa amizade e nesta troca mútua possamos nos acrescentar mais e mais.
O mundo seria muito melhor se existissem mais pessoas como você.
Só posso agradecer a Deus por tê-lo colocado em meu caminho, meu amigo médico e poeta.


sonia delsin 

quinta-feira, 15 de maio de 2014



AO MEU AMIGO MARCEL

Sempre acreditei que devemos dizer às pessoas que as queremos bem antes que a vida nos pregue alguma peça, e não tenhamos mais tempo para isso.
São com pequenos gestos que demonstramos o nosso carinho e muitas vezes nem precisamos dizer o que sentimos, porque é tão evidente que nem achamos necessário falar nada.
Mas não custa nada dizer. É tão bom abrirmos o coração e deixar jorrar o que há lá dentro.
Dou muita importância a uma sincera amizade e acredito que o mundo seria muito melhor se existissem mais pessoas como você.
Quero lhe falar das flores que você já me ofertou.
Sempre adorei receber flores e as virtuais me agradam tanto como me agradam as naturais.
Quero lhe agradecer pelas flores e pelo carinho, e também pela amizade que me oferece.
Foi de uma maneira incomum que nos conhecemos porque eu li um texto seu e adorei. Quis lhe enviar um e-mail dizendo de minha admiração e fui interrompida. No dia seguinte estava você elogiando um texto meu.
Desde então estamos sempre a trocar mensagens porque o que um tem a oferecer ao outro é muito bom.
Não me canso de dizer que gosto de sua maneira doce de escrever. Gosto da pureza de seus textos, de suas poesias. Através de seu trabalho podemos sentir que pessoa espetacular é você.
Agradeço pelas flores que já me enviou, pelas palavras amigas.
Agradeço a Deus por você existir e de uma certa forma ter cruzado o meu caminho.
A amizade é uma pedra de inestimável valor que nos é colocada nas mãos. São com pequenos gestos, com pequenas atenções que a lapidamos e o brilho conseguido ajuda a iluminar o mundo.
Não se esqueça que torço por você e o admiro muito.


sonia delsin 

“AS MENINAS” DOS MEUS OLHOS.
(para os meus amados filhos)


No meu caso são meninos.
Meus amores.
Meus filhos.
Deus, quando descobri que os estava esperando!
Meu ser inteirinho ficou vibrando.
Quando eles adentraram no mundo então.
Não dá para contar esta emoção.
Não num poema, num verso, numa crônica, num conto.
Sempre será muito pouco o que eu contar.
Sempre será insuficiente o meu falar.
Temos o nosso lindo mundo particular.
Somos quais elos de uma corrente.
Somos três criaturas valentes.
Eu e meus dois meninos.
Hoje homens feitos.
Barba na face.
Meus meninos sempre...
Aqueles que gerei.
Amamentei.
Recordo quando deram os primeiros passos.
O primeiro sorriso.
O primeiro dentinho.
As cólicas.
O primeiro dia de aula.
As formaturas.
Tantas vitórias, tantas glórias.
Tantas venturas e desventuras.
Tivemos uma vida dura.
Mas é aprendizagem e nós três compreendemos que estamos aqui numa viagem, de passagem.
É uma escola esta vida e temos esta compreensão.
Deus, tanto a recordar e tanto a vivenciar.
Ser mãe é maior graça que o divino pode nos dar.
Que seria de mim sem as meninas de meus olhos? Que seria de mim sem meus filhos?


sonia delsin